http://www.learningplace.com.au/deliver/content.asp?pid=38762
Dou-te os meus olhos... negros!!!
Este trabalho baseado no filme "Te doy mis ojos" (Dou-te os meus Olhos) de Icíar Bollaín (Espanha, 2003) foi efectuado por uma turma EFA B3, que pretendia, à maneira de Gil Vicente, rir dos próprios defeitos. Neste sentido criou um guião, num exercício de escrita colaborativa que contou com a ajuda do e-mail e do Google Docs, bem como da visualização do Auto da Índia, também, incorporado no blogue da turma.
Ver aqui.
ICT 2008 event
The event will host leading visionaries from academia and industry and will address topics as diverse as Europe's role in shaping the future internet, ICT's contribution to advancing the sustainability agenda and alternative research paths for future ICT components and systems.
TIC e LC
Hoje partilho mais um exemplo que creio ter sido importante para os formandos que acompanho na Educação e Formação de Adultos: realizámos uma curtíssima metragem realcionada com o tema que estavam a trabalhar, a Violência Doméstica.
O título é "Dou-te os meus olhos... negros!" e, em tom humorístico, pretende chamar a atenção para alguns aspectos muito comuns na nossa cultura, mas sem perder o respeito que este drama nos desperta.
O guião surgiu de forma colaborativa, mas em diferentes grupos que posteriormente compilaram as suas ideias num documento de partilha do Google Docs e ajustaram a versão final. Este trabalho foi muito rico, quer em termos de mobilização de competências de Linguagem e Comunicação, quer em relação às competências de TIC, quer em termos de partilha de trabalho e ideias.
Concluído o guião começou a surgir o filme, entre cortes, caracterização, takes, cenário, adereços, montagem e edição... só possível com a colaboração de todos.
É Hora!
Este clip, publicado por Vitorino Seixas no Blog da Formação, não podia vir mais a propósito, está na hora de reflectir sobre a nossa prática pedagógica e, modificando as nossas práticas e metodologias, passar a actuar em conformidade com as exigências da Sociedade de Informação e Comunicação (SIC).
TIC em Linguagem e Comunicação
Aproveitando a dica do Professor Jarbas, resolvi testar um exercício muito simples.
Os adultos do Grupo 19 de RVCC, no decorrer de uma sessão de formação complementar, foram desafiados a desenvolver uma pequena ideia no processador de texto dos seus PC's.
Alguns minutos depois, e para surpresa de todos, foram convidados a trocar de PC e a continuar o texto que encontravam no PC para onde se deslocavam. Após o espanto inicial, começaram a concentrar-se nas ideias que encontraram e a desenvolvê-las.
Alguns momentos depois, voltaram a trocar de lugares e retomaram as ideias encontradas.
No final todos os trabalhos foram guardados para se corrigirem e editarem no blogue do Grupo.
Os textos produzidos não foram muito grandes, pois o tempo também não foi muito, mas os adultos ficaram bastante satisfeitos com a actividade pelo desafio de criatividade, pela dinâmica e pela curiosodade que gerou.
Grupo 19 RVCC-CNOVizela em LC: momento de troca de PC.
Exemplo de um trabalho:
Como diz o ditado “sempre a aprender e morre-se sem saber”.
Como exemplo, lembro-me de na minha infância não ter brinquedos com facilidade, o que me levava a construir os meus próprios brinquedos.
Uma altura construi um carro com várias peças de brinquedos danificados.
No princípio não gostava muito da ideia de não ter brinquedos, mas como não tinha nada com que brincar, acabei por ter eu que os construir.
Hoje em dia os nossos filhos não necessitam de usar esta criatividade nos seus brinquedos mas nas novas tecnologias.
Tecnologia sem educação
Tomei a liberdade de copiar o post de Vitorino Seixas no Blog da Formação para reflexão:
"Na entrevista “El poder tiene miedo de Internet”, Manuel Castells afirma que o mais importante não é o acesso à Internet mas sim o acesso ao trabalho e à carreira profissional.
P. Si Internet es tan determinante de la vida social y económica, ¿su acceso puede ser el principal factor de exclusión?
R. No, el más importante seguirá siendo el acceso al trabajo y a la carrera profesional, y antes el nivel educativo, porque, sin educación, la tecnología no sirve para nada. En España, la llamada brecha digital es por cuestión de edad. Los datos están muy claros: entre los mayores de 55 años, sólo el 9% son usuarios de Internet, pero entre los menores de 25 años, son el 90%.
P. ¿Es, pues, sólo una cuestión de tiempo?
R. Cuando mi generación haya desaparecido, no habrá brecha digital en el acceso. Ahora bien, en la sociedad de Internet, lo complicado no es saber navegar, sino saber dónde ir, dónde buscar lo que se quiere encontrar y qué hacer con lo que se encuentra. Y esto requiere educación. En realidad, Internet amplifica la más vieja brecha social de la historia, que es el nivel de educación. Que un 55% de los adultos no haya completado en España la educación secundaria, ésa es la verdadera brecha digital."
Temos, como educadores, de assumir duas nobres tarefas:
A primeira relaciona-se com a educação de adultos, cativando e motivando os adultos para diminuir o fosso que existe com as gerações mais novas;
A segunda é educar as gerações mais novas para que saibam o que fazer com a tecnologia (e connosco).
Plano Tecnológico de Educação
Jorge Lima diz, no Correio da Educação:
"A modernização tecnológica da escola é um grande desafio para Portugal, que exige, em primeiro lugar, a adopção de uma estratégia nacional com linhas orientadoras, com metas e objectivos muito precisos, em segundo lugar, um plano de acção que defina com clareza as medidas e os meios necessários à prossecução daqueles objectivos, e, em terceiro lugar, uma intervenção articulada e coordenada de todos os agentes envolvidos na execução e acompanhamento destas medidas."
Destaco alguns objectivos (Conteúdo) do Plano Tecnológico de Educação citados no artigo:
"- Promover a produção, a distribuição e a utilização de conteúdos informáticos nos métodos de ensino e aprendizagem (p. ex., exercícios, manuais escolares, sebenta electrónica, etc.).
- Encorajar o desenvolvimento do portefólio digital de alunos.
- Complementar o ensino tradicional e promover novas práticas de ensino.
- Minimizar a info-exclusão, disponibilizando conteúdos e ferramentas que tornem viável o ensino à distância.
- Desenvolver a articulação entre a escola e o mercado de trabalho (p. ex., integrando funcionalidades como bolsas de emprego)."
Claro que ao nível da Educação e Formação de Adultos reveste-se de maior importância todo o trabalho de desenvolvimentos de competências de utilização das TIC.
Deste modo destaco, ainda, alguns objectivos de Formação do mesmo Plano:
"- Promover a utilização das TIC nos processos de ensino e aprendizagem e na gestão administrativa da escola.
(...)
- Promover a utilização pedagógica das TIC.
(...)
- Diminuir assimetrias entre escolas, promovendo o acesso a TIC de agentes e escolas com menos recursos financeiros."
E termina:
"Os meios estão lançados, as naus aparelhadas, só precisamos de sair da calmaria dos nossos portos seguros para enfrentar todas as incertezas, passando bem ao largo dos baixios das nossas reais e compreensíveis resistências à mudança…"
Obrigado Jorge Lima!
LVila
(Link para texto integral)
Escola do Futuro
Uma colaboradora da rede social Ning, partilhou
aqui
um interessante texto sobre a escola do futuro, levantando algumas questões que, em termos de formação de adultos me deixam preocupado. É o caso do teletrabalho, a cidadania digital, as comunidades de prática, etc. Ou seja, tudo aquilo que contribui para o fosso de gerações, fazendo do "analfabetismo digital" uma realidade dramática, uma vez que todo o esforço me parece pouco para que os adultos acompanhem a evolução tecnológica.
LVila